CAMOCIM CEARÁ

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.(Mt.5)

sábado, 8 de maio de 2021

DANÇAS DO CENTRO-OESTE

 


DANÇAS DO CENTRO-OESTE

Uma das danças mais antigas do estado, o siriri tem cunho religioso e pode ser dançado por homens, mulheres e crianças. As duplas dançam em rodas ou fileiras, ao som de instrumentos como o mocho, ganzá e a viola de cocho, instrumento regional reconhecido como patrimônio nacional. Primeiro, os homens cantam o “baixão” enquanto os demais batem palmas. Depois, homens e mulheres fazem reverências. 

Aqui, os dançarinos formam uma roda deixando uma pessoa no centro, o solista, enquanto todos cantam sob o ritmo do tambor. Os passos mais executados pelos dançarinos são a Jiquiaia, o Serrador e Negro Velho, nos quais os praticantes vão trocando de posição para que todos passem pelo centro da roda. O canto é coletivo e a coreografia é toda desenvolvida pelo solista, cuja troca no centro da roda é feita através da umbigada.

A origem da catira ainida é desconhecida, mas a modalidade tipicamente goiana é um verdadeiro patrimônio da cultura sertaneja. Acredita-se que seus passos remetam à época dos bandeirantes, os primeiros a praticar o movimento padrão das batidas de pés e mãos. Diz-se que os tropeiros aproveitavam os momentos de descanso para arriscar os passos ritmados, razão pela qual era, majoritariamente, realizada por homens. 

No entanto, há quem diga que prática já existia antes mesmo da colonização, sendo habitual entre as tribos indígenas. O fato é que a catira deixou de ser exclusividade masculina e, cada vez mais, mulheres vêm dando verdadeiros show na dança que dispõe os praticantes de frente uns para os outros. Eles sapateiam enquanto batem palmas no ritmo da viola. 

Primeiro, o violeiro inicia a dança e os dançarinos executam um passo que consta em bater o pé e a mão, depois dar seis pulos. O violeiro entoa, então, a moda de viola e os dançarinos seguem com os passos que recebem os nomes de “Serra Abaixo” e “Serra Acima”. A catira só termina quando é executado um passo final chamado Recortado, quando as duas fileiras mudam de lugar. Aí, o violeiro passa de uma ponta à outra.

O marimbondo é uma dança popular fácil e divertida, na qual o bailarino exibe suas habilidades de equilibrista, ao som de pandeiro e cuíca, enquanto os presentes acompanham os movimentos com muita algazarra. Seu fracasso é motivo de graça quem assiste. 

Dança de cunho religioso realizada por homens para homenagear os santos e citar passagens bíblicas, especialmente nas festas do Divino Espírito Santo. Também é comum que os praticantes comentem acontecimentos políticos e cumprimentem a população durante a dança. O cururu é dançado exclusivamente por homens embalados pela viola de cocho, reco-reco e ganzá. Como herança dos migrantes paulistas, é bastante comum haver o desafio dos repentistas.

O siriri é um dos tipos de danças populares que trazem os violeiros como grupo de apoio. É de origem europeia e traz coreografias diversas. As mulheres utilizam vestido longo e colorido, o qual seguram com as duas mãos enquanto estão dançando. Os homens usam camisas coloridas e chapéus com fitas amarradas.

É uma dança muito bonita e tradicional, muito parecida com a ciranda. A principal diferença é que a caracterização e as cantorias são de temática infantil, sendo muitas vezes o primeiro tipo de dança conhecido por uma criança. Da Internet para as aulas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

EXPRESSE O SEU PENSAMENTO AQUI.