CAMOCIM CEARÁ

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.(Mt.5)

sábado, 24 de julho de 2021

MISSA DO SÁBADO - Acolhei docilmente a Palavra / semeada em vós, meus irmãos; / ela pode salvar vossas vidas!

 







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COMUNHÃO ESPIRITUAL

“Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo Vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me inteiramente a Vós. Ah! Não permitais, Senhor, que eu me separe de Vós! Ó, sumo bem e doce amor meu, inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Amém!” Ficai conosco, Senhor, aquecei a nossa esperança e fortalecei a nossa fé!

É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).

A Aliança, fundamento da fé judaica e cristã, alicerça-se no amor e no serviço entre o Deus sempre fiel e seu povo pecador. Celebremos Jesus, o perfeito cumpridor da Aliança, e cultivemos a boa semente da fidelidade a Deus.

Primeira Leitura: Êxodo 24,3-8
Leitura do livro do Êxodo – Naqueles dias, 3Moisés veio e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os decretos. O povo respondeu em coro: “Faremos tudo o que o Senhor nos disse”. 4Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. Levantando-se na manhã seguinte, ergueu ao pé da montanha um altar e doze marcos de pedra pelas doze tribos de Israel. 5Em seguida, mandou alguns jovens israelitas oferecer holocaustos e imolar novilhos como sacrifícios pacíficos ao Senhor. 6Moisés tomou metade do sangue e o pôs em vasilhas, e derramou a outra metade sobre o altar. 7Tomou depois o livro da aliança e o leu em voz alta ao povo, que respondeu: “Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos”. 8Moisés, então, com o sangue separado, aspergiu o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança que o Senhor fez convosco, segundo todas estas palavras”. – Palavra do Senhor.
 
Salmo Responsorial: 49(50)
Imola a Deus um sacrifício de louvor.

1. Falou o Senhor Deus, chamou a terra, † do sol nascente ao sol poente a convocou. / De Sião, beleza plena, Deus refulge. – R.

2. “Reuni à minha frente os meus eleitos, / que selaram a Aliança em sacrifícios!” / Testemunha o próprio céu seu julgamento, / porque Deus mesmo é juiz e vai julgar. – R.

3. “Imola a Deus um sacrifício de louvor / e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. / Invoca-me no dia da angústia, / e então te livrarei e hás de louvar-me.” – R.

Evangelho: Mateus 13,24-30
Aleluia, aleluia, aleluia.

Acolhei docilmente a Palavra / semeada em vós, meus irmãos; / ela pode salvar vossas vidas! (Tg 1,21) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro'”. – Palavra da salvação.  FONTE: PAULUS

sexta-feira, 23 de julho de 2021

MISSA DA SEXTA-FEIRA - É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida.

 





É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).

A Lei entregue a Moisés é um dom de Deus ao povo que ele escolheu, para que viva na sua presença e dê testemunho de sua santidade. Tomemos os ensinamentos e as leis divinas como possibilidades para crescer no amor a Deus e ao próximo.

Primeira Leitura: Êxodo 20,1-17
Leitura do livro do Êxodo – Naqueles dias, 1Deus pronunciou todas estas palavras: 2“Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito, da casa da escravidão. 3Não terás outros deuses além de mim. 4Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que existe em cima, nos céus, ou embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, debaixo da terra. 5Não te prostrarás diante destes deuses nem lhes prestarás culto, pois eu sou o Senhor teu Deus, um Deus ciumento. Castigo a culpa dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam, 6mas uso da misericórdia por mil gerações com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não deixará sem castigo quem pronunciar seu nome em vão. 8Lembra-te de santificar o dia de sábado. 9Trabalharás durante seis dias e farás todos os teus trabalhos, 10mas o sétimo dia é sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu gado, nem o estrangeiro que vive em tuas cidades. 11Porque o Senhor fez em seis dias o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm; mas no sétimo dia descansou. Por isso o Senhor abençoou o dia do sábado e o santificou. 12Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará. 13Não matarás. 14Não cometerás adultério. 15Não furtarás. 16Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. 17Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença”. – Palavra do Senhor.
 
Salmo Responsorial: 18(19B)
Senhor, só tu tens palavras de vida eterna!

1. A lei do Senhor Deus é perfeita, / conforto para a alma! / O testemunho do Senhor é fiel, / sabedoria dos humildes. – R.

2. Os preceitos do Senhor são precisos, / alegria ao coração. / O mandamento do Senhor é brilhante, / para os olhos é uma luz. – R.

3. É puro o temor do Senhor, / imutável para sempre. / Os julgamentos do Senhor são corretos / e justos igualmente. – R.

4. Mais desejáveis do que o ouro são eles, / do que o ouro refinado. / Suas palavras são mais doces que o mel, / que o mel que sai dos favos. – R.

 
Evangelho: Mateus 13,18-23
Aleluia, aleluia, aleluia.

Felizes os que observam a palavra do Senhor / de reto coração / e que produzem muitos frutos, / até o fim perseverantes! (Lc 8,15) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18“Ouvi a parábola do semeador: 19todo aquele que ouve a Palavra do Reino e não a compreende, vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a Palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição por causa da Palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. – Palavra da salvação.

EDUCAÇÃO FÍSICA - DANÇAS AFRICANAS

 


Danças Africanas

Ao descrevermos alguns tipos de dança, optamos por falar mais das danças de Países Africanos de expressão portuguesa.
  • Ritmos Africanos: mistura de sons, ritmos e movimentos tradicionais com realce à espontaneidade dos corpos no passo certo ao som da música africana. (dançada em linha).
  • Danças a par: a proximidade de dois corpos num só movimento, e a inevitável sensualidade em unissom são notórias enquanto dançam.
  • Ritmos: ao ritmo do Semba, Funaná, Kuduro, Sakiss, Puita, Marrabenta, e outros sons da música folclórica, são dançadas em pequenas coreografias, trabalhando assim os movimentos da dança, o rebolar do bumbum (1), e a facilidade de juntar a agilidade dos braços, pernas e cabeça, num só movimento, culminando num trabalho de ritmo corporal.
Danças de alguns países do Continente Africano :
Angola Cabo Verde São -Tomé e Príncipe

A música e a dança em Angola

Os bailes em Angola eram organizados entre amigos que se definiam como "as turmas". Nesses bailes dançavam ao som dos instrumentos como a dikanza (1), o ngoma (2), o apito, a ngaieta (3), e o acordéon, que eram os mais usados na época nos ritmos como o semba, a rebita, a kazukuta kabetula, os rumbas e muitos outros tocados nos anos 50/70, ao qual chamamos " música e dança dos cotas" (4). Nesta época, eram consumidos outros gêneros de música, adaptados ao nosso estilo de dança; muitas fusões foram feitas em relação aos ritmos provenientes de outros continentes, resultando nos estilos como o Bolero, os Tangos, as Plenas e tantos outros sons, que eram " soletrados nos pés " (5) de quem sabia dançar.

A boa dança era praticada nos bairros suburbanos de Luanda, nas ruas e nos quintais. Tais estilos chamados outrora "dança dos operários" ou dos marginais eram as dançadas pelos grandes farristas (6). Depois do quintal foram levadas para as salas de bailes, deixando de ser somente dos operários, pois a pequena burguesia também já dançava, alguns escondidos, por ainda ser uma dança malvista. Ao som do semba (7) era dançado o semba, também chamado de umbigada, que deu origem ao samba brasileiro. Os bailes frequentados pelas "turmas" eram chamados as boas " kizombadas" (8) ou "festas de quintal".

Nos anos 80 deu-se uma revolução nos estilos musicais e na dança. Muitos nomes surgiram e outras fusões aconteceram: a dança semba, passou a ser chamada kizomba, que significa "festa", passando de expressão linguística à dança. A entrada do zouk influenciou muito o estilo musical que perdeu a sua raiz e até foi chamado semba-zouk, elemento que gerou grande polêmica, mas que ainda continua com o nome de kizomba, mas que também já tem um corpo como música e dança kizomba. O zouk love, e a tarrachinha, têm dado outros estilos na forma como dançamos nos bailes, porque os movimentos sensuais são concêntricos na sensualidade, no rebolar das ancas.

Nota: 1- dikanza (reco-reco) 2- ngoma (batuque) 3- ngaieta (gaita) 4- cotas (mais velhos) 5- soletrado nos pés (dançar como se estive escrevendo) 6- grandes farristas ( homens de festas), 7 semba (estilo de dança e música angolanos) 8 kizombadas ( grandes festas).

  • Kizomba: é uma terminologia angolana da expressão linguística "Kimbundo" que significa"festa". A expressão Kizomba, como dança, nasceu em Angola nos anos 80, em Luanda, após as grandes influências musicais dos Zouks, e com a introdução das caixas rítmicas drum-machine, depois com os grandes concursos que invadiram Angola. A expressão se manteve, passando pelo Cavalinho, e o kizomba corrida. Também nessa época apareceram as kizombas acrobáticas, dançadas por dois rapazes. É necessário salinetar, ainda, que as grandes farras (1) entre amigos nos anos 50/70 eram chamadas Kizombadas" (2) porque ainda não existia kizomba como expressão bailada e nem musical. Voltando aos anos 50/60, em Angola já se dançava a o Semba, Maringa, Kabetula, Kazukuta, Caduque que deu origem à Rebita e a outros estilos musicais, tipicamente angolanos, como também estilos provenientes de outros continentes influenciaram a música e a dança, como o tango, a plena, o merengue, etc., que eram dançadas nas grandes farras já ao nosso estilo. Esses estilos de dança outrora eram chamados danças da "Umbigada"ou danças do "umbigo" só para lembrar que alguns desses estilos têm influências de uma dança portuguesa que se chama "Lundum" (3) que também era dançada aos pares, sendo proibida porque foi considerada uma dança erótica. Existiram, ainda, grandes bailadores que também deram uma grande ênfase ao levar tais danças aos bailes, nomes como Mateus Pele do Zangado, João Cometa, Joana Perna Mbunco, Jack Rumba eram os mais apontados, pois, ao dançarem, escreviam no chão, as passadas (4) eram notórias nos seus estilos de exibição ao ritmo do Semba. As passadas como o corridinho, a meia-lua e as saídas laterais eram as mais usadas pelos cavalheiros.
1- Farras (festas)
2- Kizombadas (grandes festas)
3- Lundum dança da umbigada Portuguesa proibida na época
4- Coordenação de passos
  • Kuduro: estilo de música e dança Angolana. Dança recreativa de exibição individual ou em grupo. Fusão da música batida, com estilos tipicamente africanos, criados e misturados por jovens Angolanos, entusiastas e impulsionadores do estilo musical, adaptando-se à forma de dançar, soltando a anca para os lados em dois tempos, sutilmente, caracterizando o movimento do bailonço duplo. A dança sulafricana denominada " Xigumbaza ", que significa confusão, era dançada pelos escravos mineiros, enquanto trabalhavam mudos e surdos, só as vozes das botas se faziam ouvir como um canto de revolta, adaptando-se ao estilo musical Kuduro nasce, o Esquema ou Dança da Família. Dança da Família é dançada geral em grupos, exercitando o mesmo passo várias vezes em coreografia coordenada pelos participantes na dança. Dançada normalmente em festas ou em discotecas.
  • Rebita: é um género de música e dança de salão angolana que demonstra a vaidade dos cavalheiros e o adorno das damas. Dançada em pares, a partir de coreografias coordenadas pelo chefe da roda, executam gestos de generosidades gesticulando a leveza das suas damas, marcando o compasso do passo da massemba (1). O charme dos cavalheiros e a vaidade das damas são notórios; enquanto dança se vai desenvolvendo no salão as trocas de olhares, e os sorrisos entre o par são frequentes. É dançada em marcação de dois tempos, através da melodia da música e do ritmo dos instrumentos.
  • Semba: é uma dança de salão angolana urbana. Dançada em pares, com passadas distintas dos cavalheiros, seguidas pelas damas em passos totalmente largos, onde o malabarismo dos cavalheiros conta muito para o nível de improvisação. O Semba caracteriza-se como uma dança de passadas. Não é ritual nem guerreira, mas de divertimento, principalmente em festas.
  • Kazukuta: é a dança por excelência, o sapateado lento, seguido de oscilações corporais, firmando-se o bailarino, ora no calcanhar, ora na ponta dos pés, apoiando-se sobre uma bengala ou guarda-chuva. Os tocadores usam instrumentos como latas, dikanzas, garrafas, arcos de barril e, para algumas variações rítmicas, a corneta de latão e a caixa-corneta. Os bailarinos vestem calças listradas e casacas devidamente ornamentadas, representando alguns postos do exército, cobrindo o rosto com uma máscara, representando alguns animais para melhor caricaturar jocosamente o inimigo (o opressor).
  • Kabetula: é uma dança carnavalesca da região do Bengo, exibida em saracoteios bastante rápidos, seguidos de alguns saltos acrobáticos, os bailarinos apresentam-se vestidos de camisolas, normalmente brancas, ou de tronco nu de duas Pondas (saia feita de lenços de cabeça em estilo rectangular fixada por uma Ponda (cinta vermelha ou preta)), amarrando um lenço na cabeça e outro no pulso, utilizando também um apito para a marcação da cadência rítmica do "comandante".
Nota : In " Revista Carnaval - A Maior Festa do Povo Angolano ", de Roldão Ferreira, editado pelo Governo da Província de Luanda, Direcção Provincial da Cultura, 1ª Edição-2002, paginas 18 e 27 Kazukuta e Kabetula.
O texto de Kizomba foi redigido por Pedro Tomás (Petchu) bailarino e Lito Graça (músico).
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A música e a dança em Cabo Verde


Os bailes em Cabo Verde tinham e têm uma função fundamental na organização de toda a comunidade: à volta de momentos de convívios e confartenização-"quando dançamos ficamos e felizes"- dizia um velho conhecido. As músicas estão ligadas por um cordão forte, derivado talvez da relação muito estreita das suas origens primordiais. Os bailes eram animados por grupos acústicos com violino, violão, cavaquinho, bandolim ou banjo, que mantinham uma relação estreita com o lançador que com os seus passos e momentos de improvisação influenciava e acompanhava o músico solista sua maneira de tocar e este, por sua vez, a ele. Assim nasceram, nas salas e nos terreiros, músicas e danças que hoje fazem parte do panorama cultural de Cabo Verde. É claro que a dança também transformou-se, acompanhando os tempos e a mudança de mentalidade, como também teve influências exteriores, de fraca representatividade. Aquilo que era gosto de dançar tornou-se, com o tempo, no gosto pelo sensual, pelo ligeirismo e banalidade que atinge por vezes o vulgar. É de realçar que algumas danças caboverdianas acabaram por cair em desuso, perdurando somente o gênero musical correspondente, como é o caso do Landum. As danças de pares (Coladera, Morna, Funaná, Mazurca) " são danças em que o homem possui, como quase toda a cultura do mundo da dança, o cavalheiresco modo de dirigir os passos a seu gosto. A sequência dos passos depende do virtuosismo dos dançarinos e, de certa maneira, do espaço da sala".
  • Morna: é o estilo mais lento da dança, traduzindo os sentimentos dos caboverdiano como, por exemplo, a tristeza, a nostalgia e os problemas existentes. Dança-se em dois estilos essenciais, que são estilos lentos, e estilos mais virtuosos, ou seja " talvez mais vivo e dinâmico" ao que se chama de " estrimbolca", à base de contratempos (talvez a origem da dança Coladera seria nesse andamento, estilo lento fazem as seguintes marcações: os passos são feitos em marcação quaternária (dois passos à frente, dois passos atrás).
  • Coladera: é um estilo mais vivo que a Morna, cadência quaternária, em que a relação do cavalheiro e da dama é relacionada ao arrastar de pés, com momentos de improvisação do cavalheiro que se afasta sob o olhar da dama (1).
  • Funaná: gênero de música e dança caboverdiana característico da Ilha de Santiago que, tradicionalmente, animava as festas dos camponeses. É a mais frenética e rápida das danças de pares de Cabo Verde, geralmente acompanhada de uma concertina, onde o ritmo é produzido pelo esfregar de uma faca numa barra de ferro. Nessa dança, o cavalheiro joga sobre o ritmo uma base andante de longos solos compostos por momentos fortes de pausa /exaltação até ao auge ou "djeta", gritos, exibindo a todos a sua virilidade e dotes de grande dançador. Funaná é conotada como dança de transe.
  • Contradança e Mazurca: são danças de grupo importadas das cortes europeias que, geralmente, tinham na base estruturas coreografadas com mandadores, que acabaram por sofrer alterações ao chegarem ao terreiro. Na Mazurca de três tempos, alegre e sincopada, o papel dos pares está intimamente ligado à movimentação em grupo. São gêneros dançados, sobretudo nas ilhas Santo Antão, Boavista e São Nicolau.
  • Kola San Jon: jogo dos tambores e dos apitos no dias de São João, ligado ao ritual da fertilidade da terra no solstício de verão. Os pares batem-se cadencialmente entre si. Dança da Umbigada.
Nota: texto de António Tavares (Bailarino Coreógrafo).

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São-Tomé e Príncipe

  • Ússua: dança de salão, de grande elegância (uma espécie de mazurca africana), em que os pares são conduzidos por um mestre de cerimónias, ao ritmo lento do tambor, do pito daxi (flauta) e da corneta. Todos os dançarinos envergam trajes tradicionais: as mulheres de saia e quimono, xale ou pano de manta; os homens trazem chapéus de palhinha e usam no braço uma toalha bordada (que serve para limpar o suor do rosto).
  • Dexa: típica da ilha do Príncipe de raízes angolanas. Ao ritmo de um tambor e de uma corneta, diversos pares executam elegantes danças de roda. As letras são quase sempre humorísticas, ou mesmo de escárnio, e implicam uma réplica da parte do visado. A dexa é dançada durante horas inteiras, apenas com ligeiras modificações na sua toada musical.
  • Puita: provavelmente com raízes angolanas, a puita é uma dança fortemente erótica, em que o tambor avança de forma frenética, obsessiva, sensual, pela noite dentro. Homens e mulheres formam filas indianas e, à mistura com alguns semi rodopios, fazem entrechocar os corpos de forma sexualmente explícita. Quando um parente deixa este mundo é da praxe executar-se, em dias de nozado, uma puita em sua homenagem. A falta de cumprimento a esse ritual pode ocasionar desventuras na família. Mas a puita é tocada em muitas outras ocasiões, sendo uma das formas de música mais populares em S. Tomé.

  • D´jambi: Parecido com a puita, mas encomendado com outros objetivos, o d'jambi é um ritual com poderes curativos, semelhante à macumba brasileira. Os curandeiros, ao dançarem, entram em transe, submetendo então o doente a práticas rituais onde são invocadas figuras sobrenaturais e estabelecidos contatos com espíritos de indivíduos falecidos. São também frequentes fenômenos de insensibilidade ao cansaço e à dor (dançada durante a noite inteira, caminhar sobre brasas, ferir o próprio corpo, etc.). As autoridades coloniais e religiosas tentaram sempre proibir os d'jambi devido às suas óbvias conotações com a feitiçaria e aos rituais animistas do continente africano.
  • Bligá (ou jogo do cacete): é um misto de dança e jogo lúdico, em que a destreza e o vigor físico do jogo do pau transmontano aliam-se a uma sofisticada corporalidade e gestualidade que fazem, por vezes, lembrar certas artes marciais orientais. O bligá (que significa brigar) foi certamente, uma das danças, que deu origem à capoeira. Esse estilo era usado pelos escravos, que o utilizavam como uma arte de autodefesa sem que as autoridades se apercebessem, os gestos são, a maior parte das vezes, mimados (transformando assim a ação em representação) em vez de serem executados explicitamente.   FONTE:http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=62
Agosto ( danças indígenas africanas)
Setembro ( esporte/ ginástica)
Outubro ( lutas)
Novembro (danças, esportes e lutas africanas)
Dezembro (jogos, brincadeiras)


OUTRAS AULAS. 2,9,16,23,30.


AS DANÇA INDÍGENAS E DANÇAS AFRICANAS

 



Aspecto cultural
dança indígena tem o objetivo de realizar rituais que podem ser por várias razões, como: fazer homenagem às pessoas mortas, agradecer pela colheita, pesca, além de outros motivos. 
Dessa maneira, entende-se que a dança indígena possui intenções diferentes de outras danças porque é uma prática que abrange rituais e costumes. 

A singularidade da dança indígena 
dança é uma ato artístico que envolve a expressão corporal, realizada por diversos movimentos. Essa ação pode ser acompanhada por música de diferentes ritmos. Dançarinos usam esse artifício para, na maioria das vezes, executarem apresentações sejam em teatros, ruas, ou em outros lugares.

Ao tratar da dança indígena entende-se que ela possui uma singularidade comparada a outras danças brasileiras ou qualquer outro estilo. Os índios realizam esse ato com o objetivo de praticar um ritual. Os intuitos são os mais variados, como: espantar maus espíritos, expulsar doenças, agradecer a colheita, a caça, marcar mudança de fase do jovem para a idade adulta, dentre outros motivos. 

A singularidade da dança indígena : Cateretê ou Catira, Cururu, Sarabaquê ou Dança da Santa Cruz, Sairê (do extremo norte do Brasil), Folguedos Populares, Dança dos Tapuias e Pássaros Branco etc.

Toré
Presente nas manifestações culturais de diversos povos indígenas que vivem no Nordeste, o Toré é um ritual que une e dança, religião, luta e brincadeira! Ele pode variar de acordo com a cultura de cada povo, mas é praticado por muitos, como os Kariri-Xocó, Xukuru-Kariri, Xocó, Potiguara, Pankararé, Pankakarú, Truká e os Funil-ô.
A dança do Toré é regida por uma música chamada Toante, que é cantado por apenas um “cantador” ou “cantadora” e acompanhado pelos gritos ritmados do grupo de bailarinos

Dança Toré - Povo Xokó - SE


dança africana

Tipos de Danças Africanas

Entre os muitos ritmos de origem africana, podem ser destacados: o ahouach, o guedra, o schikatt, a gnawa, a kizomba e o semba.
As danças africanas integram a extensa cultura do continente africano e representam uma das muitas maneiras de comunicação cultural.
Esse tipo de manifestação é de extrema importância para o seu povo, constituindo parte essencial da vida.
É uma maneira de estarem sempre conectados com seus antepassados e carrega uma poderosa carga espiritual, emocional e artística, além do entretenimento e diversão.
Características das Danças Africanas
As danças africanas tradicionais são realizadas em ocasiões importantes. Destacam-se as cerimônias em rituais de passagem, nascimento, casamento, morte, colheita, guerra, alegria, tristeza, doenças e agradecimentos.
Apesar de o continente africano ter uma grande extensão com diversos países e culturas diferentes, podemos destacar como pontos comuns na dança da maioria dos povos africanos:
·         a organização em círculos, semicírculos ou fileiras;
·         a participação de todos, independente da idade ou escala social na comunidade;
·      o acompanhamento de música produzida pelo som de instrumentos de percussão e batuques de tambores.
A partir do estilo de dança africano evoluíram ritmos hoje bastante conhecidos pelo brasileiro, como a capoeira e o próprio samba.
kizomba é um estilo de dança originário nos anos 80 em Angola. Frequentemente é confundido com o zouk, outro gênero musical e de dança.

Masaka Boys Dancing Viva Africa



dança afro brasileira
No Brasil, a influência da cultura africana é enorme, por conta da vinda forçada de milhares de africanos que vieram ao Brasil para serem escravizados.
Frevo

O frevo é uma dança folclórica típica do carnaval de rua do Brasil.
É uma das principais danças tradicionais brasileiras e uma das manifestações culturais mais conhecidas na região nordeste do país. Merece destaque no carnaval pernambucano, sobretudo, nas cidades de Olinda e Recife.
Essa dança popular foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2007.

Frevo do Studio Viégas de Dança.


Dessa forma, foram criados diversos gêneros musicais e estilos de dança no país com grande influência africana. Alguns deles são:
·         Capoeira: mistura música, dança, luta e jogo;
·         Congada: que possui caráter religioso;
·         Jongo: ritmo que teve bastante influência na criação do samba;
·         Maracatu: muito presente na região nordeste do Brasil;
     Samba de roda: surgida na Bahia, no século XVII, hoje é integra o 
     Patrimônio Imaterial  da Humanidade.   FONTE: TODA MATÉRIA.


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Tabela

Oitavas 1
Oitavas 2
Oitavas 3
Oitavas 4
Oitavas 5
Oitavas 6
Oitavas 7
Oitavas 8

Pr


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quinta-feira, 22 de julho de 2021

MISSA DA QUINTA-FEIRA - Responde-nos, ó Maria, / no teu caminho o que havia? / Vi Cristo ressuscitado, / o túmulo abandonado! – R.






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COMUNHÃO ESPIRITUAL

“Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo Vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me inteiramente a Vós. Ah! Não permitais, Senhor, que eu me separe de Vós! Ó, sumo bem e doce amor meu, inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Amém!” Ficai conosco, Senhor, aquecei a nossa esperança e fortalecei a nossa fé!

SANTA MARIA MADALENA

DISCÍPULA DE JESUS

(branco, glória, pref. dos santos, – ofício da festa)

O Senhor disse a Maria Madalena: Vai a meus irmãos e anuncia-lhes: subo a meu Pai e vosso Pai, a meu Deus e vosso Deus (Jo 20,17).

Maria nasceu em Magdala, na Galileia, no século 1º. Dedicou-se ao serviço de Jesus em sua missão. Esteve presente ao pé da cruz, ao lado da mãe de Jesus. Foi a feliz mulher que primeiro viu o Ressuscitado, na alvorada do “primeiro dia da semana”. A ela o Senhor confiou o anúncio do grande mistério: “‘Vá dizer aos meus irmãos…’ Então, Maria foi anunciar aos discípulos: ‘Eu vi o Senhor'” (Jo 20,17-18). A exemplo dessa santa seguidora de Cristo, sejamos fervorosos servidores da Igreja e do Reino de Deus.

Primeira Leitura: Cântico 3,1-4

Leitura do livro do Cântico dos Cânticos – Eis o que diz a noiva: 1“Em meu leito, durante a noite, busquei o amor de minha vida: procurei-o e não o encontrei. 2Vou levantar-me e percorrer a cidade, procurando, pelas ruas e praças, o amor de minha vida: procurei-o e não o encontrei. 3Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade. ‘Vistes porventura o amor de minha vida?’ 4E logo que passei por eles, encontrei o amor de minha vida”. – Palavra do Senhor.

Leitura opcional: 2 Coríntios 5,14-17.

Salmo Responsorial: 62(63)

A minha alma tem sede de vós, Senhor!

1. Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! / Desde a aurora, ansioso vos busco! / A minha alma tem sede de vós, † minha carne também vos deseja, / como terra sedenta e sem água! – R.

2. Venho, assim, contemplar-vos no templo / para ver vossa glória e poder. / Vosso amor vale mais do que a vida, / e por isso meus lábios vos louvam. – R.

3. Quero, pois, vos louvar pela vida / e elevar para vós minhas mãos! / A minha alma será saciada, / como em grande banquete de festa; / cantará a alegria em meus lábios / ao cantar para vós meu louvor! – R.

4. Para mim fostes sempre um socorro; / de vossas asas à sombra eu exulto! / Minha alma se agarra em vós; / com poder vossa mão me sustenta. – R.

Evangelho: João 20,1-2.11-18

Aleluia, aleluia, aleluia.

Responde-nos, ó Maria, / no teu caminho o que havia? / Vi Cristo ressuscitado, / o túmulo abandonado! – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito isso, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer “mestre”). 17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!” e contou o que Jesus lhe tinha dito. – Palavra da salvação.   FONTE: PAULUS