CAMOCIM CEARÁ

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.(Mt.5)

sexta-feira, 8 de março de 2024

O ser humano só aparecerá realmente quando fizer uma opção absoluta pela verdade, pela vida e pelo amor; quando fizer de Deus a sua mais importante escolha.

 


Evangelho: Jo 3,14-21


Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 14 “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16 Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.

17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

18 Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.

20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

— Palavra da Salvação.


Reflexão


1. "Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que NELE crer, mas tenha a vida eterna". A criação é obra do amor de Deus e existe para Deus mesmo. Tudo foi criado pelo amor e para o amor, para a comunhão eterna. Apesar de ser fruto do amor, o homem disse não à vida com Deus, optando por si mesmo. Largou o Criador e abraçou a criatura, tornou-se idólatra. Deus não abandonou sua criatura. Por amor, o Pai entregou Seu Filho Unigênito, o Seu Amado, permitindo-Lhe a morte, a fim de que não morra aquele que NELE crê, aquele que pecou, que se tornou digno de morte. Por meio de Jesus Cristo, o Pai dá ao homem a possibilidade de uma vida nova, a vida eterna, para a qual foi feito.

 

2. "Deus não enviou o Seu Filho ao mundo para condenar o mundo". A condenação não é uma punição de Deus, mas uma consequência para aquele que não se voltar para o seu Criador, que não fizer uma opção radical por Deus, que colocar sua vida acima de tudo, que valorizar mais os seus interesses do que a vontade de Deus, que se tornou idólatra. Aquele que aderir a Jesus Cristo, pondo sua vida à disposição do bem maior para si e para todos conquistará a vida eterna. Convém ressaltar que o desejo de Deus é a salvação do homem. Para que isso pudesse acontecer, não mediu esforços, enviando-nos o próprio Filho, que ao ser suspenso num madeiro concretizou o sinal da serpente de bronze no deserto (cf. Nm 21,4-9). Lá olhavam para o “alto”, mirando a serpente; aqui, olham para o “alto”, mirando Jesus Cristo. Em ambos os momentos, necessário se fez o olhar, mais precisamente o ver. É sabido que para ver bem é preciso, antes de tudo, ser interiormente livre, ter amor à verdade e à justiça, e ainda ter uma vida segundo os Mandamentos do Senhor, uma vida reta conforme a vontade de Deus.

 

3. "Quem não crê será condenado". Então, a fé é essencial e decisiva no julgamento. Cabe ao homem acolhê-la como dom de Deus ou, ao contrário, rejeitá-la. A medida do julgamento final é o Filho de Deus. Rejeitá-Lo significa dizer NÃO à salvação oferecida pelo Pai. Acolhê-Lo significa a Ele aderir de todo coração, com toda alma e com todas as forças, tendo-O como ÚNICO, Senhor e razão de vida. Quem O abraça, segue por Ele, que é o Caminho que conduz à Verdade e à Vida. Além disso, é necessário aproximar-se de Jesus não somente vendo-O como dom, mas também podendo enxergar a cruz como glória e vitória. A partir daí, dar um passo na direção compreensiva do julgamento, que, segundo João, não será num futuro longínquo, mas agora, na atual experiência do homem. João aponta para o fato de que não é tanto Deus o julgador, e sim o próprio homem, pelas escolhas que faz na vida. A fé, portanto, exigirá reconhecimento e acolhida do dom de Deus na experiência de cada um.

 

4. "... a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, ...". O julgamento está diante de cada um. A luz mostra ao homem onde se encontram suas qualidades e seus defeitos, seus sonhos e suas ilusões, o que lhe é essencial e aquilo que transgride sua dignidade como filho de Deus; revela se suas ações são boas ou más; mas, ao mesmo tempo, impulsiona-o a tomar uma decisão radical pelo seu fim. As trevas (os ímpios) escondem a verdade, a justiça, o amor e a vida. O homem se lança numa existência de morte, mentiras, ódios, injustiças, explorações uns dos outros, interesse de manipulação de semelhantes, busca de si mesmo, apego ao fútil e ilusório, chegando à possibilidade de destruição total da própria vida. O ser humano só aparecerá realmente quando fizer uma opção absoluta pela verdade, pela vida e pelo amor; quando fizer de Deus a sua mais importante escolha.

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